Queimaduras de água viva

Sempre lotadas no verão, as praias são o destino preferido por grande parte dos brasileiros nas férias. Um banho no mar ou uma caminhada na areia, contudo, pode ser interrompido de maneira bastante desagradável por uma “queimadura” de águas-vivas ou caravelas.
As ocorrências de queimaduras com animais marinhos são recorrentes. Apenas em um fim de semana de janeiro desse ano, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina registrou 6.665 casos no litoral do estado. Os primeiros sintomas são vermelhidão, ardência e dor intensa no local afetado, que podem durar de 30 minutos a 24 horas.
O veneno tem ação tóxica na pele humana, podendo causar inflamação extensa e até necrose. Em casos mais graves, pode provocar ainda arritmias cardíacas, alteração no tônus vascular e insuficiência respiratória por congestão pulmonar. Há também relatos de dor de cabeça, náuseas, vômitos, febre e espasmos musculares. Em geral, a gravidade depende da extensão da área atingida.

É fundamental prestar atenção durante as primeiras 24 horas após o acidente. Se a pessoa tiver um fenômeno sistêmico, como enjoo, tontura e vômitos, ela deve procurar atendimento especializado. São sinais de alerta de que outras providências serão necessárias, como o uso de antialérgicos e corticoides.

Primeiros socorros

É importante que a pessoa saia logo da água. Dependendo do grau da queimadura, a dor é forte e a pessoa pode ter problema de respiração. Já na areia, é preciso ter cuidado com o que será usado na pele, para não agravar o quadro. Não se deve friccionar com toalha, pois isso vai irritar a pele e favorecer a penetração do veneno. O ideal é lavar com água salgada, a do mar, de preferência gelada.

Enquanto a água marinha é capaz de lavar o veneno do local, o vinagre pode neutralizar o veneno e ajudar a diminuir a dor.

O principal alerta aos banhistas é o de jamais usar água doce nessas queimaduras, porque as águas-vivas e as caravelas têm pequenas espículas que vão liberar o veneno justamente com esse contato.

Ao contrário do popularmente pregado, também não se deve urinar na região afetada ou usar qualquer outro tipo de produto, como bebidas alcoólicas e refrigerantes. A pessoa vai perder tempo em vez de seguir logo o procedimento correto, e algumas substâncias ainda podem irritar a pele. Qualquer irritação pode até facilitar ou aumentar a disseminação do veneno. Isso vai atrasar os cuidados e não vai melhorar em nada o indivíduo.

Fonte: Ministério da Saúde

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